Pular para o conteúdo principal

ESCLERÊNQUIMA: tecido fundamental


As células do esclerênquima também funcionam como elementos de sustentação mecânica na planta, mas são muito mais rígidas do que as células colenquimáticas. Nas células esclerenquimáticas, a parede celular secundária, produzida após a conclusão do alongamento da célula, é espessa e contém grande quantidade de lignina, um polímero fortalecedor relativamente indigestível, responsável por mais de um quarto da massa seca da madeira. A lignina está presente em todas as plantas vasculares, mas não nas briófitas. Diferentemente das células colenquimáticas, as células esclerenquimáticas maduras não podem se alongar; ocorrem em regiões da planta que pararam de crescer em comprimento. As células esclerenquimáticas são tão especializadas na sustentação que muitas são mortas na maturidade funcional, mas produzem paredes secundárias antes do protoplasto (a parte viva da célula) morrer. As paredes rígidas permanecem como um “esqueleto” que sustenta a planta, em alguns casos por centenas de anos. Dois tipos de células esclerenquimáticas, conhecidos como esclereides e fibras, são totalmente especializados para sustentação e reforço. As esclereides, que são mais curtas do que as fibras e morfologicamente irregulares, têm paredes secundárias muito espessas e lignificadas. As esclereides conferem dureza à casca de noz e à testa da semente, além da textura arenosa da polpa da pera. As fibras, geralmente reunidas em cordões, são longas, delgadas e afiladas. Algumas são usadas comercialmente, como as fibras do cânhamo para a fabricação de cordas e as fibras do linho para a tecelagem.


Figura 1. Esclerênquima


Figura 2. Esclerênquima.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

MICROBIOLOGIA INDUSTRIAL

Córtex Cerebral

O córtex cerebral, a região externa do cérebro, controla a contração do músculo esquelético e é o centro de aprendizagem, emoção, memória e percepção. Ele é dividido em hemisférios cerebrais direito e esquerdo. O córtex é vital para a percepção, o movimento voluntário e a aprendizagem. O lado esquerdo do córtex cerebral recebe informações e controla os movimentos do lado direito do corpo e vice-versa. A banda espessa de axônios conhecida como corpo caloso permite que os hemisférios direito e esquerdo se comuniquem. No interior da substância branca, conjuntos de neurônios chamados de núcleos de base servem como centros de planejamento e sequências de movimentos de aprendizado. Os danos a esses locais durante o desenvolvimento fetal podem resultar em paralisia cerebral, distúrbio que resulta na perda da transmissão de comando motor aos músculos. Figura 1. Região do córtex cerebral. O córtex cerebral controla os movimentos voluntários e as funções cognitivas Passamos agora ...

XILEMA

Os dois tipos de células condutoras de água, traqueídes e elementos de vaso , são células tubulares e alongadas, mortas quando atingem a maturidade funcional.  As traqueídes ocorrem no xilema de todas as plantas vasculares. Além das traqueídes, a maioria das angiospermas, bem como algumas gimnospermas e algumas plantas vasculares sem sementes, possuem elementos de vaso.  Figura 1. Traqueides e elementos de vasos. Quando os conteúdos celulares vivos de uma traqueíde ou de um elemento de vaso se desintegram, as paredes espessadas da célula permanecem íntegras, formando um conduto não vivo pelo qual a água pode fluir. As paredes secundárias de traqueídes e elementos de vaso são muitas vezes interrompidas por pontoações, regiões mais delgadas constituídas apenas de paredes primárias.  Por meio das pontoações, a água pode migrar lateralmente entre células vizinhas. As traqueídes são células longas e delgadas, com extremidades afiladas. A água flui de ...